23/01/2010

Algumas poucas fotos dos primeiros 7 dias de viagem.

Postamos algumas fotos que se referem aos primeiros 7 dias de viagens. Esperamos que gostem.
La Poderosa com La Poderosa

Rumo ao Atacama

A muvuca da cidade de Faimallá = Comemoraçao do dia dos Reis (ARG)

O encontro com as alturas: De Faimallá a Taffi del Vale = estrada estreita com muitos caracóis e linda.

El Infernillo: o ponto mais alto do dia: 3.050 m.a.n.m = notem como a geografia e a vegetaçao mudam em relacao a foto anterior.

Visao ampla do Vale, antes de Amaichá: aqui fomos apresentados aos Cactones: gigantes do deserto.

Parada em um belíssimo museu em Amaichá del Valle.


Ruínas Incas: Fabuloso. Estima-se ter vivido aqui mais de 5.000 indivíduos.


Os Cactones: incríves e gigantescos cactus que tomam a paisagem do lugar: ótima madeira com múltiplas utilidades.

De Amaichá (onde visitamos as ruínas de Quilmes) a Cafayatte, a primeira adversidade: depois da chuva um rio em meio ao asfalto (no fundo adelaide que atravessou a pé).

A Espetacular Quebrada de Cafayate, entre esta cidade e Salta: Um dos locais mais espetaculares da viagem.

Quebrada de Cafayate: muitas formas e cores nos fazem viajar na imaginaçao.


Catedral de Salta.

Entre Salta e Jujuy: notem que é uma via para o espaço de somente um veículo: margeando a estrada, desfiladeiros e muitas curvas.


Nas Ruínas de Tilcara, outro local Fabuloso.



Um Cactones já ressecado dando forma a um Cristo: bela imagem.

INa pequenina e agradável Tilcara, atualizando o Diário de Bordo.

O Famoso Sierro de las Siete Colores na cidade de Purmamarca (ARG).

Artesanato em Purmamarca.

A caminho do Passo de Jama: Muita subida, muito cotovelo e muita curva, mas paisagens deslumbrantes.


4.170 m.a.n.m: até aqui a maior altitude que encontramos (antes de Susques e das Salinas Grandes).

Salinas Grandes (ARG).


No Primeiro passeio em San Pedro de Atacama (CH), pela madrugada nos Geysers del Tatio.


Banho Termal na primeira hora da manha.

Em meio ao Atacama o pequeno povoado de Machuca = 12 habitantes.


A Adelaide arrumando um sócio para o seu espetinho de Lhama.

Ruas da badalada, mas pequena San Pedro de Atacama: apesar do intenso fluxo turístico, mantém sua originalidade.


Banho em laguna no Salar Atacama: nao há como se afogar: O sal nos faz flutuar.


Ojos (olhos) del Salar = duas aberturas circulares em meio ao Salar: formaçao natural, de água doce, proveniente de correntes subterrâneas de águas da cordilheira.




Laguna Blanca.



Pôr do Sol na Laguna Blanca

20/01/2010

Estamos em Cuzco

Olá Pessoal,
Finalmente conseguimos dar uma parada para podermos acessar o blog. As atividades tem sido intensas. O Nino está cumprindo de forma muito especial o apoio junto ao blog e deixando a todos informados sobre o andamento da viagem. Estamos devendo algumas fotos. Vamos ver se conseguimos postar alguma coisa por estes dias. Mas adianto: nao há fotografia ou fotógrafo, por melhor que seja, que consiga reproduzir em  imagem a grandiosidade, o espetáculo e as maravilhas que estamos vendo. Somente vindo aqui para ver e sentir.
O último post do Nino, participava a todos o aniversário de km da Catarina II. Estávamos a 3 km de novamente encontrar o oceano pacífico peruano e a mais de 300 km de Nazca, nosso objetivo daquele dia. Resolvemos pontuar este momento, pois é significativo e representa acima de tudo as intençoes colocadas em prática, por mais inusitado, ou maluco que possa ter parecido no início, quando pensávamos em viajar pelo mundo a bordo de uma motocicleta. Apreender a pilotar, planejar, criar coragem de partir e chegar a rodar 20.000 km quase que exclusivamente nas estradas sul americanas, e comemorar esta marca em uma Ruta do Peru merecia um destaque. Bem, já estamos com 21.300 km.

Ao chegarmos a cidade de Nazca, contratamos um aviao com o objetio de sobrevoar as linhas misteriosas (geoglífos) no entorno desta cidade e visualizar pessoalmente o Condor que ilustra a nossa viagem, bem como outros geoglífos. Este foi um momento realmente mágico (quanto mistério e indagaçoes nos deixaram estas antigas civilizaçoes!!!!). Ao final do passeio estávamos mareados pelos solavancos do aviao (ainda bem que nao havíamos comido antes). Apesar disto, valeu muito a pena. 
De Nazca, rumamos em direçao a Cuzco, 680 km em meio a estradas absolutamentes sinuosas em alturas superiores a 4.500 m.a.n.m e vales com aldeias tipicamente peruanas, paradas no tempo. A previsao inicial era a de dormirmos no meio do caminho na cidade de Abancay (faltariam ainda 200 km para Cuzco), mas resolvemos tentar vencer o trecho a Cuzco em um só dia, com uma previsao de 14 horas de viagem para estes 680 km. Saímos cedo (5:00 hs do horário Peruano = aqui temos 3 horas a menos que o horário Brasileiro, portanto no horário brasileiro, saímos as 8:00 hs da manha). Logo que saímos, ainda escuro, nos deparamos com uma estrada que serpenteava uma grande montanha, subidas e curvas em cotovelos, com caminhoes e onibus descendo. Imaginem grandes desfiladeiros, sem qualquer proteçao nas suas bordas. Víamos os caminhoes rodando nas nossas cabeças, pois a estrada estava alguns metros acima, tal a verticalidade das  montanhas que estávamos cruzando. Após 55 km a primeira adversidade: um trecho de rípio, pois a estrada estava em manutençao, de aproximadamente 7 km. Um rípio com pedregulhos redondos, lisos e em grande quantidade. Com a moto carregada nao é fácil transitar em um terreno como este. Rodei com muito cuidado, e em alguns momentos, pensei que perderia o controle da moto. A situaçao era agravada pelos caminhoes que em sentido contrário nao estavam nem aí para nossa situaçao, nos obrigando em a trocar de trilha, o que era um drama: ingrediente certo para queda. Também na traseira caminhao pressionando. Enfim, graças a Deus passamos ilesos por esta adversidade, que poderia ter um outro final. Na continuidade da viagem muito frio na altitude, cenários cinematográficos, muito subida e descida e um longo trecho ao lado de um rio caudaloso (preciso descobrir o nome), com montanhas verticais em ambos os lados. Em um dos trechos, paredoes de muitos metros de altura com cachoeiras caindo quase que em cima da Ruta. Impressionante. Também no caminho lhamas, alpacas e aldeias tipicamente peruanas: Incrível os locais por onde estávamos passando. Porém pressionados pelo tempo, tocamos com o objetio de chegar a Cuzco. Um pouco de chuva no caminho e os últimos 50 km no escuro, o que se constituiu em mais uma aventura (isto antes de novamente subir muito e descer novamente muito e novamente subir, sempre com muitas curvas, cotovelos e desfiladeiros). Imaginem cruzar as localidades anteriores a Cuzco a noite, com chuvisco e pouca vizibilidade da motocicleta, com pessoas e animais a todo tempo no caminho, aliás uma constante na estrada. Várias foram as histórias de um dia de viagem como este. Resumo da ópera: 14 horas de viagem: saímos as 8:00 (hora Brasil) e chegamos as 22:00 (hora Brasil) (para saber o horário Peruano diminua 3 horas). Para conseguir chegar as Praças das Armas, centro de Cuzco, contratamos um taxi: A Adelaide no taxi e eu o seguindo, pois ainda nao aderi ao GPS, coisa que o farei assim que retornar da viagem = imprescindível. Aqui nos recepcionou a Rocio, uma agente de turismo, recomendada pelo Renato Lopes, que nos deu toda a assistencia necessária, nos hospedando em um ótimo hotel e já providenciando todo os pacotes turísticos para os próximos dias, entre eles o Machu Picchu, tur pela cidade de Cuzco (que aliás é surpreendente) e Vale sagrado. Valeu a pena termos nos esforçado para chegar até aqui. Um ótimo banho nos renovou e dormimos muito bem. Até agora a viagem transcorreu na mais perfeita ordem, porém com um problema mecanico que tentarei resolver nos próximos dias, problema este aliás inédito: disco do freio traseiro rachado: nao me perguntem como aconteceu e quando: é um mistério. Hoje é dia de levar a noto no mecanico e descansar. Amanha as aventuras continuam.

Obs: estamos lendo todos os comentários, e.mails e recados deixados nos blog, o que tem nos deixado muito felizes. Obrigado pelo apoio e acompanhamento.

Abraços.

18/01/2010

Catarina II : a Guerreira

Recebi a pouco um SMS do Álvaro:
"Acabamos de completar 20.000 km rodados, hoje e exatamente ás 12:24hs (hora do Brasil). Estamos a 20 Km de Cidade de Camana, rumo a Nazca. 20.000 km pelas estradas sul americanas em uma Falcon adquirida para isso.
Abraços
Álvaro e Adelaide"

É isso aí, parabéns ao todos vocês, Álvaro, Adelaide e Catarina II, e que o quarto integrante continue sempre os acompanhando.

Obs: postado por Nino


Catarina II quando ainda tinha poucos Km!

12º dia - Canyon del Colca

17 de janeiro foi dia de madrugar. Ás 2:30hs saíram de Arequipa em direção ao Canyon del Colca, um dos maiores do mundo, para avistar os vôos dos condores.
O Canyon é muito lindo, embora tenha sido encoberto pela nevoa logo após a chegada. Os condores, objetivo maior do passeio, não deram o ar da sua graça, mas mesmo assim valeu muito a pena, pois puderam entrar no mundo Inca, seus vales com aldeias e terracas de épocas incas e pré-incas.
Muito legal....Um outro mundo.É incrível o que estas civilizações fizeram.
Atingiram hoje a maior altitude, 4.910 m.a.n.m e até agora o mal das alturas não os atingiu, graças as folhas de coca, embora a essa altitude a respiração se torna ofegante e o corpo cansa com mais facilidade.

Obs: postado por Nino

11º dia - Arequipa

Chegada a Arequipa, uma cidade com muita história e belíssimos prédios do período colonial. Porém, assim com Tacna, a cidade é de ruas estreitas e um trânsito  diferente, com muitos taxis e sem medo de se atravessar e buzinar.

Obs: postado por Nino

17/01/2010

10º dia - Chegada ao Peru

O 10º dia de viagem, dia 15 de janeiro, começou com a saída rumo ao Peru. No caminho a cidade fantasma de Humberstone.
Fundada em 1862 Humberstone era um centro de mineração de nitrato (matéria prima dos fertilizantes) e recebeu esse nome em 1925 após os britânicos assumirem o gerenciamento das minas, reforçando a riqueza da cidade, porém na década de 1930 com o aparecimento de um substituto mais barato (salitre) a cidade passou por um período de declínio até seu completo abandono. Em algumas fábricas o maquinário continua lá como foi deixado pelos últimos trabalhadores.
Atravessada a fronteira, nossos aventureiros chegaram a Tacna, no Peru. O trânsito na cidade é uma loucura, principalmente para motos, apesar de ser uma cidade não muito grande.

Obs: postado por Nino

15/01/2010

9º dia - Despedida de Atacama

14 de Janeiro, dia de pegar a estrada em direção a fronteira com o Peru. Eram 10:45 quando despediram-se de San Pedro de Atacama.
A partir dali o deserto mostra a sua face mais inóspita. São 250km onde não se vê vegetação alguma. Somente pedra e areia, porém a paisagem mescla montanhas com planícies na imensidão do deserto, a uma altitude de aproximadamente 2500 m.a.n.m.
Entre San Pedro e Iquique está a maior mina de cobre do mundo, a mina de Chuchicamata. Lá tudo é colossal, sendo essa a segunda construção humana que pode ser vista do espaço com 1 km de profundidade, 3 km de largura e 5km de comprimento. Trabalham lá mais de 200 caminhões gigantes (os maiores do mundo) com pneus de 4 metros de diâmetros. Para visitar esperaram das 12:30hs às 14:00hs e a visitação se deu até as 16:00hs. Após, continuaram o caminho pois tinham que vencer ainda mais 380km.
Tocopilla foi a cidade que os apresentou ao Oceano Pacífico. A partir dali são 230km de uma estrada margeando o Pacífico e a direita enormes montanhas de pedra e areia. Um visual espetacular, e como bônus um belíssimo pôr do sol no horizonte do mar.
A chegada em Iquique foi as 22:00hs e após muito procurar, encontraram um bom hotel no centro histórico da cidade.
Abraços

Obs: postado por Nino

8º dia - Um passeio muito bacana.

Para enfrentar mais um dia cheio de atividades, o Álvaro e a Adelaide acordaram cedo e às 7:00hs já estavam tomando o desayuno, para em seguida irem conhecer o Vale do Arco Íris e ver entalhes (petróglifos) de mais de 3.500 nas pedras de antigas civilizações.
Esse facinante passeio rendeu várias fotografias dos petróglifos e almoço em meio a montanhas desérticas. Após, visitaram um povoado em meio a uma encosta chamado de Rio Grande com somente 92 habitantes, e ao chegarem, as pessoas sumiram, deixando o local com aparência de cidade fantasma. Todas as casas e a igreja de adobe e pedra e com telhas de palha. Muito diferente e interessante...um outro mundo!
A tardinha foram ver um belíssimo pôr do sol no "Vale de La Luna".
A noite a tarefa foi lubrificar a Catarina II pois a viagem tem que continuar, apesar da região, definida pelo Álvaro com fantástica, merecer mais uns 3 ou 4 dias.

 Obs: postado por Nino

13/01/2010

Salar Atacama

Ainda ontem a tarde, após o banho nos geyseres, nossos viajantes foram ao Salar Atacama, o terceiro maior do mundo, medindo cerca de 100km de comprimento por 80km de largura. Lá o Álvaro tomou banho em um lago salgado que por essa característica não deixa afundar. Após, ele e a Adelaide banharam-se nos Ojos del Salar, duas aberturas de águas subterrâneas vindas da cordilheira, em forma circular, uma ao lado da outra, que lembram olhos (ojos).
Para terminar o dia, assistiram e fotografaram o pôr do sol na Laguna Branca (de sal).
Retornaram para San Pedro às 22:00hs, após um dia de intensas atividades.

Obs: postado por Nino

12/01/2010

7º dia - Um mergulho diferente

Nossos aventureiros chegaram ontem a San Pedro de Atacama e devido a intensa atividade não conseguiram baixar as mais 2000 fotos tiradas (isso mesmo, 2 mil).
Ainda pela madrugada, às 4:00hs, foram aos Geyser del Tatio. Local muito interessante onde tomaram banho nas piscinas termais e temperatura negativa, fora d'agua.
Localizados nos montes andinos a uma altitude de 4.320 m.a.n.m , este é considerado o maior grupo de geyseres do hemisfério sul, sendo mais de 80 ativos. Sua água chega a 75cm de altura e a uma temperatura de 86ºC (esse é o ponto de ebulição nessa altitude).

Enquanto as fotos oficiais do Álvaro e da Adelaide não são publicadas segue uma foto tirada da internet para ilustrar o belíssimo local.

Abraços

Obs: postado por Nino
Geyser del Tatio

Fonte: Internet

11/01/2010

6º dia - Partindo de Tilcara

Nossos motoviajantes continuam na estrada e através de SMS mandam as seguintes notícias:


"Saímos cedo de Tilcara. Paramos em Purmamarca, pequeno povoado com cerca de 500 habitantes. Lá se encontra o Cerro De Las Siete Colores. O lugar é lindo e bucólico. Agora, após alcançarmos a maior altura da viajem até o momento (4.170 m.a.n.m), depois de percorrer uma serra tipo caracol estamos em Susques, um pequeno povoado antes da fronteira com o Chile, cujas construções são de abode(barro) e telhado de palha. Local interessantíssimo e ainda menor que Purmamarca. Precisam ver a igrejinha deste povoado. No caminho passamos pelas Salinas Grandes. Lá entrei com a moto no meio da salina. Fazem prédios com tijolos de sal e esculturas. 
Almoçamos em Susques e passamos por um caminho lindo, com vicunhas, alpacas e pequeninos jumentos, sem falar na grandiosidade da paisagem."


Nota: Ainda hoje o Álvaro e a Adelaide chegam em San Pedro de Atacama e se possível publicarão algumas fotos da viagem.


Abraços


Obs: postado por Nino.



10/01/2010

5º dia - Dificuldade em achar local para dormir

Relato do quinto dia de viagem.
"Ontem chegamos a noite em Salta. Quase não conseguimos local para dormir. Enfim tivemos muita sorte. Hoje visitaríamos o museu da crianças mumificadas, porém abriria somente as 11:00hs. Resolvemos seguir. De Salta a Jujuy pegamos uma serra cuja estrada não tinha mais de 3 metros de largura (largura de uma via). Perigosa, sinuosa e com desfiladeiros ao lado. 
Chegamos em Tilcara e resolvemos pousar aqui. Visitamos a fortaleza de Tilcara (ruínas incas), maravilhoso. Muito interessante aqui. Parece uma cidade mexicana. Estamos perto da Bolívia. O local é lindo e agora (19:30hs-horário local) estamos tomando uma cerveja, pois os viajantes merecem."


Nota: Tilcara está localizada à 2465 m.a.n.m, próximo as margens do rio Grande e da Rota Nacional 9 (RN-09), distante 84 Km de San Salvador de Jujuy.

Obs: postado por Nino.

Quebrada de Cafayate

Notícias enviadas ontem pelos viajantes Álvaro e Adelaide relatam paisagens espetaculares em um local chamado Quebrada de Cafayate. Também conhecida como "la tierra donde vive el sol" Cafyate é considerado um dos locais mais impactantes da Argentina com suas formações rochosas similares ao Grand Canyon e tombado pelo patrimônio natural mundial.

Obs: postado por Nino.

09/01/2010

4º dia de viagem

Acabo de receber um SMS com novos relatos do quarto dia, que transcrevo abaixo:
"Estamos agora em Amaicha del Valle. Lugar interessantíssimo. Povo indígena (amaicha). Agora a paisagem é inóspita e desértica. Cactus gigantes e enormes montanhas repletas de cactus. Para subir a serra muito mato, curvas fechadas (cotovelos), como a Serra do Rio do Rastro. Estamos a mais de 2.000 m.a.n.m. Pelo caminho ruínas de povos antigos. Estamos almoçando (13:30hs - hora local) e pretendemos chegar hoje em Salta, mas a viagem é lenta pois paramos muito para fotografar.
A paisagem é impressionante. Só vindo aqui e vendo para saber. Muito diferente. Parece aquelas cidades de filme americano, lembrando o Grand Canyon. Abraços" 

Pelo relato, as coisas estão indo bem.

Nino

Enfim uma Internet e tempo para um pequeno post

Olá Pessoal,


Já estamos no terceiro dia de viagem e paramos em um hotel na cidade de Famailla, província de Tucuman, norte da Argentina. Estamos a aproximadamente 70 km de Tafi del Vale(AR). A partir de amanha comecamos a ganhar altitude. Queremos chegar em Salta(AR), que está a aproximadamente 400 km daqui. Salta está a uma altura aproximada de 2.000 m.a.n.m. De lá seguimos até Tilcara ou Susques e daqui dois dias estaremos em San Pedro de Atacama. Até aqui a viagem transcorreu na mais perfeita ordem. Rodamos muito, alcancando a marca de 2.100 km rodados (até o momento), ou seja, quase 20 % da viagem. No primeiro dia pegamos chuva ainda no RS. Ao entrarmos na Argentina seguimos até a cidade de Federal (870 km rodados). A viagem foi ótima, nao cansamos, apesar da noite mal dormida que antecedeu a partida. O segundo dia seguimos para Alta Gracia, cidade onde viveu Che Guevara e onde se encontra o museu del Che. A cidade é muito bacana, turística e embora de tamanho médio (40.000 habitantes), com diversas atracoes para serem vistas e visitadas. Este trecho entre Federal e Alta Gracia foi extremamente cansativo. Retas e mais retas e sono. Enfim, chegamos inteiros, após 610 km rodados. Hoje acordamos mais tarde, pois estávamos moídos e seguimos em direcao ao norte, passando por diversas cidades da província de Córdoba, todas turísticas e com engarrafamento nas rutas, o que nos tomou um bom tempo. Quando enviei um torpedo ao Nino, almocávamos na interessante localidade de Capilla del Monte. A partir daqui a paisagem comecou a mudar, tornando-se mais árida e desértica. Rodamos hoje 620 km, tranquilos, viagem esta nao tao estafante como a do dia anterior (o corpo comeca a se acostumar com o rigor da viagem). Quando chegamos em Famailla, cidade de onde escrevo, havia uma comemoracao do dia dos reis. A cidade estava uma muvuca, e como ao que parece, aqui o veículo que predomina é a moto, imaginem o transito como estava. Mesmo pequena, caminhar ou andar por estas ruas inspira todos os cuidados.


Enfim  pessoal, os primeiros dias desta viagem foram de muita rodagem, mas já com paisagens, relevos e culturas muito diferentes do que conhecemos aí no Rio Grande.


O Nino continuará sendo nosso suporte por aí e atualizará o blog através dos SMS que estarei lhe enviando.


Abraco a todos e muito obrigado pelas diversas mensagens postadas nos comentários ou no box recados ou enviadas pelo e.mail. Ficamos muito felizes ao lê-las.


Até uma próxima.


P.S: Mais uma vez, me perdoem os erros (os teclados daqui nao tem til e cedilha).

08/01/2010

3º dia - Primeiras notícias, novo relator.

Em virtude das dificuldades em postar notícias nesta etapa da viagem, meu irmão Álvaro me delegou a tarefa de transmitir aqui as novidades repassadas por telefone e SMS. Vamos as primeira notícias:
A viagem está transcorrendo muito bem. Hoje estão em Capilla del Monte, a 100 Km de Córdoba.
Ontem visitaram o Museo del Che, local onde viveu Ernesto "Che" Guevara.
Segundo relato dos nossos aventureiros, os locais visitados são muito bonitos, com belas cidades turísticas. Agora o relevo começa a mudar e tudo é muito diferente. Já percorreram 1.600 km e se preparam para enfrentar o relevo atacamenho.
Bem, sem a mesma habilidade dos titulares Álvaro e Adelaide, sempre que necessário vou tentando transmitir as informações recebidas e qualquer erro será corrigido posteriormente.
Continuem postando comentários pois todos serão lidos.
Abraços
Nino.

06/01/2010

A EXPEDIÇÃO COMEÇOU

Expedição NAS ASAS DO CONDOR, Uma viagem ao umbigo do mundo, começou. Se Deus quiser ainda hoje postamos o primeiro relato do primeiro dia de viagem. De Porto Alegre a Uruguaiana o trecho é conhecido por mim e parcialmente conhecido pela Adelaide. A partir de Uruguaiana, totalmente desconhecido para ambos. Tudo será novidade, adentraremos o desconhecido. Outros viajantes e aventureiros já o fizeram o que nos traz uma certa tranquilidade, porém para nós, mesmo assim ainda é desconhecido. E como cada viagem é única, único será o seu desenrolar. A partir de hoje, o conforto do lar será substituido pela adversidade do caminho: Calor, chuva, frio, vento, tempestade, corrupção da polícia, o imponderável e imprevisível nos acompanhará. Em compensação, o sentimento de superação, as amizades da estrada, as paisagens únicas e maravilhosas, a presença forte de Deus, serão a nossa recompensa. Fiquem conosco, nos acompanhem, sejam nossos garupas. BOA VIAGEM A TODOS NÓS E QUE DEUS NOS ACOMPANHE.

05/01/2010

04/01/2010

Partida na Quarta-feira dia 06/01/10

Amigos,

O início da viagem NAS ASAS DO CONDOR, foi postergado para Quarta-feira, dia 6. Alguns problemas técnicos, de última hora nos impedem de partir amanhã dia 05 (1(um) dia de atraso, que não comprometerá a execução do roteiro). No retorno explicarei o que aconteceu. A ansiedade pela partida cresce. Quando estamos neste ponto queremos colocar a moto na estrada o quanto antes. Paciência, o QUARTO membro da equipe sabe o que faz. Certamente ELE entendeu que não deveríamos iniciar a viagem no dia de amanhã.

Abraço e obrigado pelo apoio de todos.

02/01/2010

Apresentação da Navegadora e do Piloto



Adelaide, navegadora da expedição é natural de Nova Petrópolis, cidade que adora e um dia pretende voltar a morar. Hoje residente em Porto Alegre desde 2003, cidade que adotou e também se apaixonou e entende que ainda precisa vivê-la, por isto tão cedo não pretende a deixar. Adelaide gosta de praticar atividades que fazem bem ao corpo e a mente, dentre elas a corrida, a musculação, o alongamento, curtir um bom filme, ler um bom livro e viajar. A partir do momento que começou a viajar de moto (como garupa e navegadora), descobriu uma nova forma de curtir a vida, pois conforme ela, - viajar de moto traz uma sensação de liberdade e um contato com a natureza sem igual. Sempre gostou deste contato direto com a natureza, tanto que uma das suas maiores paixões é acampar, um prazer que conheceu com o Álvaro. E como a natureza gosta de testá-la, sempre manda uma boa chuvarada nos seus batismos, pois em toda nova atividade que se envolve a mãe natureza testa as convicções desta guerreira, para saber se é isto que ela realmente quer. E a resposta sempre foi positiva: a teimosa perseverou. Assim foi na primeira vez que acampou, na primeira vez que participou de uma corrida de rua e na sua primeira viagem de moto, viagem esta feita a Punta del Este, onde enfrentou dois dias de chuvas intermitentes e inimpterruptas, com temperaturas tão baixas que faria muito barbado se acovardar. Nesta viagem enfrentou bravamente uma quase hipotermia, quando esteve a ponto de congelar, mas também a teimosa perseverou. Adelaide é uma mulher delicada, parece frágil. Acerta quem presume que ela seja delicada, mas se engana quem pensa ser ela uma mulher frágil. Adelaide é forte, têm energia e coragem para acompanhar e incentivar as aventuras do casal. Assim como seu companheiro sabe que a felicidade está nas coisas e atos simples da vida. Já foi ao Fim de Mundo de moto e voltou com belas lembranças e 13.000 km como garupa e navegadora. Nos projetos de aventuras e viagens do casal, toda a organização, roteiro, estudos do trajeto, logística é por conta desta organizada e metódica navegadora. Está sendo assim também neste novo projeto: NAS ASAS DO CONDOR, uma viagem ao umbigo do mundo.

Álvaro, tem 38 anos, é formado em Direito, mas não advoga ou tão pouco atua nesta área. Atualmente é um profissional da área financeira. Transformou-se em motociclista a não muito tempo (Fevereiro de 2008), embora já tenha ido de motocicleta até o Fim do Mundo (Já contabiliza 17.000 km rodados a bordo de sua Falcon NX 400). Apreender a pilotar uma moto é fruto de uma das suas resoluções do final de 2006: "apreender a pilotar, comprar uma moto e planejar grandes aventuras". Esta resolução já vem sendo alimentada a um bom tempo, pois o espírito irrequieto do aventureiro sempre o fez desejar viajar e conhecer outros locais. Entendeu que a moto-viajem é uma ótima opção, pois alia aventura, interação com a natureza e com o inusitado, se relacionada evidentemente a outros meios, como pacotes turísticos ou mesmo viajar de automóvel. - Na moto, sentimos o vento, o calor, a luminosidade, os cheiros da estrada e da vida, o sol nos energizando, estamos com nós mesmos e ligados a uma força superior, diz o piloto. Álvaro, junto com Adelaide têm outros projetos: entre eles o de alcançar o extremo norte do Continente americano, mais precisamente Prundhoe Bay no Alasca, viagem esta a ser feita também a bordo de uma motocicleta. Outro projeto é realizar uma volta ao mundo a bordo de uma Land Rover. Ele provoca: - Vocês acham que estamos loucos? Com todo o respeito, loucos são os que duvidam. Sempre responde com duas palavras e de forma lacônica aos que dizem que ele não tem pinta de motociclista: - Pois é...!!!!!!!  Gosta de história, tanto que fez metade deste curso na faculdade (um dia pretende concluir). O espírito viajante herdou principalmente de seu pai, que era caminhoneiro e viajou por este Brasil conhecendo lugares e colecionando histórias (Álvaro teve o privilégio de acompanhá-lo em algumas viagens dormindo em cima da capa do motor do Alfa-Romeo que seu pai Arlindo dirigia). Sua mãe era uma grande parceira e também adorava viajar. Álvaro lembra que ainda bebê (talvez 2 ou 3 anos) a família comprou a primeira barraca (Uma Santo André, enorme e pesada). O espírito da descoberta, da história, da valorização do que se tem ou do que se conquista, herdou principalmente de sua mãe. Hoje ela acompanha os viajantes lá do céu, orientando também o seus irmãos = Mulher maravilhosa, forte e muito amada por todos. Álvaro gosta de viajar, quer viajar, quer conhecer lugares novos, estudar sua história, fotografar suas paisagens. Porém esclarece o seguinte: - Eu não penso que a felicidade esteja só aí, ou de que preciso para ser feliz realizar estes sonhos. Quem acha que penso assim se engana. Para mim a felicidade está nas pequenas coisas, no chimarrão com a Adelaide nos finais de semana, na sua companhia, na caminhada, na corrida, na leitura de um bom livro acompanhado daquele delicioso tinto Cabernet Souvignon. A felicidade está em apreender, em ajudar o próximo de forma despretensiosa, em semear o bem. Em Viver. Este é o Piloto da Expedição NAS ASAS DO CONDOR, uma viagem ao Umbigo do Mundo e alimentador do blog do casal.